Uma perda não gera simplesmente saudade, como era de se esperar. Dependendo do que se perde, de quem se perde, surgem outros sentimentos, e mais outros, e mais outros, e vira uma confusão.
Semana passada, por exemplo, morreu Sylvinha, um dos ícones da Jovem Guarda. Eu nunca tinha ouvido falar nela, para ser sincera, mas minha mãe ficou bastante triste… Deve ter revisto sua juventude, seus sonhos, sua vida…
Ontem, morreu meu doguinho. Todos em casa ficaram arrasados, pois ele já estava velho e doente, teve um infarto semana passada, estava sofrendo, mas é aquela coisa: sempre é cedo para morrer. Sempre é cedo demais para perder um ser amado, seja ele gente ou bicho.
Às vezes, as perdas nem são nossas, são de quem a gente ama. Parece ainda pior.
Beijos e beijos, boa semana!