Para quem não sabe, as empregadas domésticas não têm os mesmos direitos que todos nós empregados regidos pela CLT. Por exemplo, a jornada de trabalho delas não é definida (ao invés das usuais 8 horas diárias ou 44 semanais, cumpridas por quase todo mundo), elas não têm direito à hora extra e o pagamento do FGTS é opcional (quem opta é o empregador, obviamente) .
Ao defender que elas deviam ter os mesmos direitos dos outros empregados -porque, convenhamos, não ter uma jornada de trabalho definida impossibilita o ser humano de fazer qualquer outra coisa na vida; e não ter seguro-desemprego é uma barra (quem já precisou, sabe), eu ouvi a seguinte pérola:
- Você vai ter grandes problemas com seu futuro marido por querer pagar todos os direitos da empregada.
Como asssiiiiiiim?????????????????
Essa frase tem tantas implicações que eu nem sei por onde começar! Primeiro, não é “querer pagar”, o que é justo, é justo. As pessoas, qualquer que seja a função que exerçam, não são escravas! Ainda, estou trabalhando e estudando para poder arcar com minhas próprias despesas, ou não? Por último, “problemas no casamento” por conta de pagamento à empregada? Ah, uma jaula!
Eu tô doida? Devo estar. Depois de muito refletir, só pude concluir que…
Vocês podem não saber -eu, pelo menos, não fazia idéia!-, mas como minha missão de vida é tirar meus amigos da ignorância, comunico: estamos no século XVII! Mulheres, apertem os espartilhos! Homens, às senzalas, fazer filhos nas escravas!
Eu devo merecer.